terça-feira, 29 de outubro de 2013

Vale a pena ler -Tempo



Em certa ocasião alguém perguntou a Galileo Galilei:
- Quantos anos tens?!
- Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, 
porque os já vividos não os tenho mais, como não temos                           
mais as moedas que já gastamos.
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileo Galilei.
Dizemos espantados:
-Como o tempo passa??
Mas na verdade, somos nós que passamos.
O astrônomo italiano sabia que estamos aqui de passagem. 
Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera...
A certeza de que o nosso caminhar terreno tem um final, 
é o melhor recurso para valorizarmos mais cada minuto que percorremos.
O PRESENTE.
Assim podemos aproveitar o que realmente temos:
Convém desfrutar cada dia como se fosse o último. 
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.

Autor do Texto: desconheço

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Milagre de amor


Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez
todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a
se preparar para a chegada do neném.
Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava
perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer.
A gravidez se desenvolveu normalmente.
No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a
cada três; então, a cada minuto uma contração.
Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen
demorou horas.
Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana .
Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu.
Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital
Saint Mary. 
Os dias passaram. A menininha piorava.
 O médico disse aos pais: Preparem-se para o pior.
Há poucas esperanças.
Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral.
 Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê.
 Hoje, os planos eram outros.
Enquanto isso, Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha: 
- Eu quero cantar pra ela - ele dizia.
 A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela.
Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu.
 Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito.
Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva.
Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. 
A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali.
 Mas Karen insistiu:
- Ele não irá embora até que veja a irmãzinha!.
Ela levou Michael até a incubadora.Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida.
 Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:
"-Você é o meu sol, o meu único sol.
Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..."
Nesse momento, o bebê pareceu reagir
A pulsação começou a baixar e se estabilizou.
 Karen encorajou Michael a continuar cantando.
 "-Você não sabe, querida, quanto eu te amo.
Por favor, não leve o meu sol embora..."
 Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave.
- Continue, querido!, pediu Karen, emocionada.
"- Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..." 
O bebê começou a relaxar.
- Cante mais um pouco, Michael, pedia a mãe.
A enfermeira começou a chorar.
"- Você é o meu sol, o meu único sol.
Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...
Por favor, não leve o meu sol embora..."
No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para a casa...
O Womans Day Magazine chamou essa história de
"O milagre da canção de um irmão".
 Os médicos chamaram simplesmente de "milagre".
 
 Rafael

domingo, 20 de outubro de 2013

Um grande destaque para Fernando Pessoa


Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,


Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,

 E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada. 

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;

 E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.  


 Fernando Pessoa